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segunda-feira, 28 de março de 2011

Dieta das calorias inteligentes

Caloria. Quem não odeia essa palavra? Quem não foge dela como o diabo foge da cruz? Mas você sabia que ela é necessária em nossas vidas e já estão sendo chamadas de inteligentes?


Quem garante é Cesar Pedroso, fundador do Instituto da Saúde Integral e organizador do livro “A dieta das calorias inteligentes”, da Editora Matrix. “Todas as dietas controlam calorias, mas essa, diferentemente das outras, leva em consideração outros fatores como o índice glicêmico e a quantidade de sódio dos alimentos. Não basta apenas controlar as calorias, é preciso comer melhor”, explica.

Antes que ela seja ainda mais rechaçada, é necessário definir o que significa. Caloria nada mais é que uma medida científica exata, a quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de 1ml de água de 14,5ºC para 15,5ºC. Na parte alimentícia, essa medida é utilizada para definir a quantidade de energia contida em uma porção de um determinado alimento. Uma maçã de 150g, por exemplo, tem cerca de 88,5 calorias.
No nosso caso, a diferença calórica conta pouco, nós qualificamos os alimentos pelos valores nutricionais.

Mas nem todas as maçãs são iguais – não têm o mesmo peso, nem tamanho, nem foi produzida da mesma forma. Isso acontece também com os outros alimentos. Contar calorias, portanto, se torna estressante. É aí que está o diferencial da Dieta das Calorias Inteligentes, segundo Cesar. “No nosso caso, a diferença calórica conta pouco, nós qualificamos os alimentos pelos valores nutricionais”, conta ele, que criou o símbolo “K” para classificar nutricionalmente, e que nada mais é que o valor calórico dividido por dez. “Na dieta dos pontos, por exemplo, se você comer seis brigadeiros você atinge sua cota diária, mas não estará nutrido da forma ideal”, explica.

Os alimentos são agrupados de acordo com a quantidade de “Ks” e por cores: verde, amarelo e vermelho. Assim como o sinal de trânsito, os verdes são os liberados, constam frutas, verduras, leguminosas, os amarelos devem ser consumidos com moderação e os vermelhos são aqueles que só devem ser consumidos esporadicamente, como os doces e caldas.

Para chegar a essa classificação, a Dieta das Calorias Inteligentes aborda quatro conceitos importantes num regime: índice glicêmico, gordura saturada, teor de açúcar e teor de sódio.
Cuidado com o índice glicêmico.

Se existe um termo que está sendo muito falado ultimamente, este termo é o índice glicêmico (IG). Quando nos alimentamos, o nosso corpo transforma os carboidratos ingeridos em glicose, que é fonte de energia para o nosso organismo. A velocidade com que o corpo sintetiza essa substância, isto é, que transforma carboidrato em energia é conhecida como índice glicêmico. Entretanto, existem alimentos que são absorvidos mais rapidamente que outros e essa deve ser uma das nossas maiores preocupações durante as refeições.

Vejamos um exemplo: o pãozinho francês. Saído quentinho da padaria, é maravilhoso, não é? Mas só para o paladar, porque para a saúde é péssimo. Como ele é feito de farinha branca refinada, possui menos fibras, fazendo a digestão em menos tempo. Quando nosso organismo percebe que nos alimentamos, ele libera a insulina. Com a absorção mais rápida dos nutrientes, sobra insulina no nosso corpo. Então, para eliminá-la, o corpo manda uma mensagem de fome e aí comemos ainda mais. Além disso, a energia que foi lançada no corpo e não é gasta fica armazenada em forma de gordura. Já dá para imaginar que isso vira um ciclo vicioso, né?
Por isso, é importante comer alimentos com fibras, que retardam a digestão. Neste exemplo, entre um pão francês e um pão integral, prefira sempre o integral, porque o IG dele é menor – isso significa que ele é metabolizado aos poucos, dando a sensação de saciedade. Uma opção é equilibrar o consumo de produtos de alto IG com baixo IG.

É importante lembrar que a alta produção de insulina pode causar resistência a ela. O corpo tem mais dificuldade para transformar a glicose em energia e a redução neste processo provoca o aumento dos níveis de açúcar no sangue, levando ao desenvolvimento de diabetes.

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